Técnica: nanquim sobre papel. 2013.
Cenários retroprojetáveis para o curta-metragem "O Flautista".
Técnica: marcador permanente sobre papel celofane. 2010.
Máscara mortuária de Tutancâmon, exercício acadêmico de desenho com símbolos.
Técnicas: nanquim sobre papel (dir.), lápis de cor sobre papel (esq.). 2013.
Estudos de partes do sistema esquelético humano para desenvolvimento de um exercício acadêmico.
Técnica: nanquim sobre papel. 2013.
Ilustrações baseadas no livro "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson. As ilustrações fazem parte de um projeto de customização, que pode ser conferido clicando aqui.
Técnica: nanquim sobre papel. 2014.
Ilustrações para concurso de ilustrações do festival Anime no Katagi 2013, do Grupo Bonsai.
"Os Mestres cuidam da Bonsai" (vencedora da primeira etapa do concurso).
Técnica: nanquim e lápis de cor sobre papel. 2013.
"Otaku desde Sempre".
Técnica: nanquim sobre papel. 2013.
"Sonhar é Vencer" (vencedora do concurso).
Técnica: nanquim e lápis de cor sobre papel. 2013.
Ilustração que ficou na 2ª colocação do concurso de desenho do Festival Anima Clube 2016, do Grupo Henshin.
Tema: "Você como treinador pokémon".
Técnica: nanquim e marcador Copic sobre papel. 2016.
Rascunhos e estudos variados em sketchbook.
Técnicas: grafite sobre papel, nanquim sobre papel. 2013-2014.
Ilustração para a exposição A Célula ao Alcance da Mão, no Centro de Ciências da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Técnica: nanquim sobre papel. 2017.
Ilustração para a I Mostra Traço, Prosa e Poema da Universidade Federal de Juiz de Fora, feita com base no poema "A hora certa", de Ana Paula Figueiredo Guedes Delage.
Técnica: nanquim e marcador Copic sobre papel. 2017.
Clique aqui para ler o poema.
A hora certa
Ana Paula Figueiredo Guedes Delage
Os dois pediram aos céus clareza e coragem
nos momentos em que os corações batiam incertos
e ansiavam por respostas e definições.
Queriam não sofrer tanto,
não ceder tanto,
queriam mais sorriso e emoção
e menos amolação.
Queriam sentir uma felicidade plena,
não interpretar, não chorar
queriam amar – sem dor ou restrição.
Talvez quisessem demais
ou o que tinham seria suficiente?
Não, não, não.
Provavelmente olharam as estrelas várias vezes
ao mesmo tempo
enquanto buscavam explicação e conforto.
Mas desconheciam um ao outro,
pelo menos nesta existência.
Não havia como os pedidos se cruzarem no cosmos.
Havia?
Tanto pediram
cada um em seu mundo
que dos céus receberam força para sobrepor razão à paixão
e sem nenhuma noção do que viria a seguir
viram-se livres para uma nova etapa da vida.
Sozinhos? Talvez...
Infelizes? Jamais.
Sorriram, passearam, dançaram
Divertiram-se na roda de amigos
Beberam, caíram e levantaram
na tranquilidade de não dever nada a ninguém.
Sentiram-se bem.
Queriam que essa paz perdurasse algum tempo.
Quanto?
O suficiente para estarem prontos novamente.
Só o destino para explicar o que viria a seguir...
O fato é que não esperavam nada de uma noite de folia,
Música, bebida e descontração.
Muita gente, bagunça e azaração
Completavam o cenário de carpem diem.
Num momento de improváveis encontros
Pararam lado a lado.
E o que chamou a atenção foi a discordância,
Um pequeno contragosto que faria a diferença.
Mas passado o estranhamento inicial,
Só havia coincidências, histórias semelhantes
E uma química que os fazia esquecerem-se de tudo ao redor.
O próximo passo foi cauteloso,
Um misto de insegurança e vontade
Um pouco de álcool e muita conversa.
Houve dúvidas do que poderia acontecer.
Mas o argumento foi direto,
a aproximação trêmula,
o beijo espetacular.
No tumulto da festa, da vida e dos sentimentos
O tempo parou... sem parar.
Assim começa a história dos dois
Que, juntos, aprendem a se completar.















